
mãe, afinal o que é a liberdade?
Diogo, 10 anos
não há descrição possivel para as minhas fugas e para os meus devaneios
© Sílvia Antunes
lembro-me que quando tirei esta fotografia na lagoa das furnas em S. Miguel, deveriam ser umas 8 da manhã, então decidi que no dia seguinte me iria levantar de madrugada para fazer o nascer do sol. aqui seria qualquer coisa de magnífico, estas nuvens... e ainda havia uma réstia de neblina... foi o que pensei.
éramos 17 pessoas, depois de um dia de caminhada debaixo de chuva, e muita paródia pelo meio, a noite foi curta, dormi 3 horas e já estava de novo pronta, mochila e tripé às costas.
lentamente a noite foi desaparecendo, e o dia nasceu seco, sem nuvens, sem neblina, sem nada… valeu a tentativa, fotograficamente foi um fiasco.
“até onde eras capaz de ir por uma fotografia?”
até ao fim do mundo!
esta frase lembra-me sempre a outra:
“casaste com a tua máquina fotográfica”
:)
Quando morrer, voltarei para buscar
os instantes que não vivi junto ao mar.
Sophia Mello Breyner
“quando a insónia vem para ficar
nada a fazer.
nem leituras, nem comprimidos, nem carneiros.
a não ser que do lado de lá do fio
alguém prometa o paraíso…
jura que telefonas.”
(já não sei bem de quem copiei isto)